Produtividade

Cloud Computing e SaaS serão as estrelas em 2016

Em um artigo anterior falámos sobre Cloud Computing, ou computação na nuvem, e o descrevemos como um modelo de armazenamento e processamento de dados, arquivos e serviços, que se alojam em servidores externos, que pertencem ao provedor do serviço e aos quais se pode acessar em qualquer momento e lugar desde que tenha conexão à internet em um dispositivo apropriado: um PC, laptop, tablet ou smartphone.

Os serviços de Cloud Computing entraram em um período definitivo de crescimento e para o ano 2016 se convertirá no eixo principal do setor das tecnologias da informação, pelo que abarcará a maior parte do investimento mundial neste campo. Esta é a conclusão mais importante de um estudo sobre o tema apresentado pela Gartner, empresa americana especializada em consultoria e investigação no setor das tecnologias da informação e comunicações.

Em seu relatório, Gartner ressalva a enorme capacidade de escala e flexibilidade que o Cloud Computing possui e que consolidará o Software as a Service (SaaS) como um dos atores-estrela da nuvem.

“Em geral, vemos uma tendência crescente para as plataformas na nuvem, e também para o processamento escalável de dados. A virtualização, orientação para o serviço e a internet conseguiram uma convergência que permite particulares e empresas escolher a forma como querem adquirir ou gerir serviços tecnológicos sem as restrições e limitações do software tradicional e os modelos de licença de hardware. Os serviços Cloud fomentarão uma economia baseada na entrega e consumo de qualquer pedido, desde armazenamento até à computação, vídeo e gestão financeira”, explica Chris Howard, vice-presidente de investigações de Gartner.

SaaS se refere a um modelo de distribuição de software, no qual o produto ou serviço oferecido, por exemplo un e-mail, um gestor de bases de dados financeiras ou comerciais, um software de gestão de talento humano, estão baseados inteiramente na web, aos quais se acessa através de um navegador web.

O desenvolvimento, manutenção, atualização, gestão da segurança e apoio ao cliente são responsabilidade direta do provedor. O cliente não deve se preocupar por instalar ou atualizar o software, apenas por operá-lo.

A forma clássica de adquirir um software era mediante a instalação e configuração direta do programa nas equipes da organização. No entanto, em uma sociedade hiper-conectada como a atual, este modelo implica muitas desvantagens, visto que se algum membro da empresa quiser acessar o programa e se encontre em outra cidade ou país, necessitaria ter instalado e configurado fisicamente esse mesmo software em sua equipe ou PC.

Por esta razão, o SaaS se posicionou como uma alternativa que, utilizando o Cloud Computing, permite acessar, consultar e operar os serviços e produtos virtualmente sem necessidade de instalar aplicações e sem restrições de capacidade de armazenamento, horário ou deslocação.

De acordo com os valores apresentados pela Gartner em seu relatório, se espera que o total do investimento mundial em infraestrutura e serviços de computação na nuvem cresça de 76.9 bilhões de dólares em 2010 para 210 bilhões em 2016. Gartner projeta também que o crescimento do mercado de SaaS será de 19,5% anualmente até 2016, o que implica que o investimento no desenvolvimento e adoção desse serviço crescerá de 13,5 bilhões de dólares em 2011 para 32,8 bilhões em 2016.

A investigação de Gardner conclui também que, em geral, existe uma perceção errada sobre o conceito de computação na nuvem ao ser tomada como um grande fenómeno uniforme que serve unicamente para armzenar informação. Na realidade não é assim, visto que o Cloud Computing tem muitas vantagens e desvantagens e é composto por um amplo e complexo espectro de elementos que se complementam entre si e que constroiem o ecossistema sob uma base de intercâmbio constante de dados, produtos e serviços.

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