Produtividade

O EU ideal como motivação da mudança individual

O modelo do YO (EU) ideal por Richard E. Boyatzis e Kleio Akrivou (2006), é uma das principais fontes de ativação psicofisiológica que ajuda a melhorar a mudança intencional. Este EU ideal é composto por três principais fatores: a projeção de um futuro desejado; a esperança ou otimismo; e forças passadas e presentes (características do ser que perduram com o tempo).

Com o tempo foi descoberto que ter metas planejadas a curto e a longo prazo conseguiu impulsionar e motivar a mudança e o desenvolvimento de uma organização. A emoção positiva joga um papel fundamental na formação do EU ideal, que permite que o indivíduo permaneça em um estado de completa energia e concentração.

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Para chegar a este ponto é preciso passar por processos congnitivos e emocionais. O afeto positivo melhora a eficiência e a capacidade de tomar decisões complexas; também facilita a quantidade e a qualidade de vias de pensamento e consegue reforçar a capacidade de adaptação à nova informação e situações e permite desenvolver a resolução de problemas.

Desde o momento em que se ativa a força do EU ideal, tem um papel que motiva o indivíduo dentro do eu de maneira instantânea. A motivação logo se converte em uma ferramenta que orienta as ações a cumprir e para gerar auto-satisfação. O anterior implica um resultado interno de auto-realização que evidencia que se está agindo em congruência com os valores próprios e com carácter.

Na psicologia da personalidade falou do conceito de “Motivação por aproximação”. Isto funciona como o EU ideal, e tem os efeitos opostos ao medo ou ao evitar de confrontos. A força do EU ideal mostra efeitos mais duradouros, no entanto a taxa de início é lenta e complexa em comparação com o medo e o evitar de confrontos.

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O medo e a evitação têm efeitos no nível cognitivo oposto à emoção e ativação positiva. Quando os efeitos do medo ou da evitação se manifestam, estimula-se a ativação do sistema nervoso simpático que gera processos neurológicos e endócrinos. Estes estimulam emoções negativas ou defensivas, o que leva a uma percepção de ambiente ameaçador. Dessa forma, ações defensivas fazem com que uma pessoa iniba novas alternativas para resolver uma situação ou resolver um problema.

Existem três vias para criar um EU ideal saudável e confiável. Na primeira devemos ter atenção ou consciência plena das ações e do ambiente. Se esta fase não se manifesta o suficiente, então as pessoas vão experimentar mudanças catastróficas, surpresas ou emergências e não quererá reconhecer um futuro desejado.

Para a segunda, se deve querer chegar a adquirir os componentes do EU ideal, como: a esperança, a imagem de um futuro ideal, vocação ou propósito de metas a curto e longo prazo, etc. Se essa fase não se manifesta o suficiente, a pessoa vai ter tendências de compromissos superficiais com o mesmo e não os conseguir cumprir.

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Finalmente, para a terceira fase, é necessária a coerência entre as ações e os componentes do EU ideal. Se isto não for cumprido, a pessoa pode vir a sofrer consequências tanto na sua vida pessoal como na sua vida profissional e os seus planos de vida podem tornar-se mutáveis.

Pode ser que os fatores que compõem o EU ideal tenham uma validade difícil de estabelecer. Por essa razão, métodos qualitativos de análise temática terão que ser usados para acessar os objetivos pessoais de um indivíduo, uma equipe ou uma organização e depois codificá-los. Depois disso, poderíamos quantificar essa pesquisa e ver como ela pode atacar as áreas flutuantes que estão inibindo o desenvolvimento do EU ideal e, finalmente, motivar a mudança coletiva intencional.

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