Produtividade

O papel da mulher na produtividade das organizações

O Instituto Anita Borg da Mulher e Tecnologia, uma fundação americana para a promoção do papel da mulher na liderança empresarial e o avanço da tecnologia, apresentou um relatório que complica diferentes investigações acadêmicas que reflitam o destacado papel que as mulheres exercem no desenvolvimento e na produtividade laboral das organizações.

O documento entitulado The Case for Investing in Women, afirma que as empresas devem deixar de lado qualquer tipo de preconceitos que tenham sobre as mulheres e integrá-las em suas equipes de trabalho cada vez que seja possível. O relatório registra as razões, encontradas em diferentes investigações acadêmicas, pelas quais é positivo contratar e empoderar a mulher nas empresas.

O Instituto Anita Borg explica que as empresas que incluem pelo menos uma mulher em suas equipes de trabalho, conseguem que estas sejam muito mais eficientes, práticas, inteligentes e produtivas que os grupos de trabalho compostos unicamente por homens.

Para o demonstrar, o relatório faz referência à famosa lista das melhores 500 empresas da Revista Fortune e explica que nas que contavam com pelo menos 3 mulheres na administração, o retorno do capital investido estava acima de 66%, o volume de vendas aumentou 42% e a rentabilidade total da empresa subiu um 53%.

A publicação menciona esses casos em particular para explicar a descoberta de que a diversidade de género nas empresas é fundamental para desenvolver produtos e serviços mais criativos, equipes de trabalho mais produtivos e conseguir melhores retornos em termos econômicos. O documento termina por refletir a grande diferença que as mulheres fazem quando integram as equipes das empresas, em especial quando ocupam cargos de administração e exercem liderança na organização.

Jeanne Hultquist, diretor da publicação do Anita Borg Institute, afirma que: “Quanto mais diversidade de género existir na equipe, maior química, perspetivas e variedades de opções a considerar existirão, e mais provável será encontrar soluções. E, sem dúvida, as mulheres são um condutor chave nessa diversidade.”

Um estudo da consultora global Gallup, descobriu que as empresas com maior diversidade na sua equipe apresentam índices de rotatividade laboral 22% mais baixos que o resto. A Gallup também explica que se a cultura organizacional da empresa tem a inclusão das mulheres como um de seus pilares, vai conseguir um rendimento e um clima laboral muito melhor.

Outra investigação, feita em 17 países em todos os setores do mercado, citada pela publicação de Anita Borg, explica que as empresas com maior quantidade de mulheres em sua equipe apresentam níveis de confiança mais altos, maior segurança psicológica e um nível de experimentação e inovação mais elevado e eficiente.

A importância desta publicação radica no primeiro documento integral que reúne uma grande quantidade de estudos feitos a partir de diferentes disciplinas acadêmicas sobre o papel real da mulher no desempenho e evolução das organizações, o que servirá para que as empresas deixem de apresentar desculpas e se decidam de uma vez por todas a incluir a mulher em sua equipe e, inclusivamente, empoderá-la em cargos administrativos sem duvidar de suas capacidades.

Concluindo, há muitas razões para contratar e empoderar mais mulheres dentro das organizações. Entre elas está a diversidade e impulso laboral que produz sua inclusão e por entre a ampliação do espectro criativo, inovador e competitivo das equipes de trabalho, o que se refletirá em um melhor clima laboral e em um aumento notável da produtividade e eficácia dos negócios da empresa.

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