Produtividade

Síndrome de Burnout: quando seus trabalhadores se queimam

O síndrome de Burnout refere-se a um processo de desgaste gradual através do qual as pessoas contraem um tipo de estresse crônico no trabalho e cuja evolução implica a perda total de interesse em suas responsabilidades profissionais e até mesmo pessoais.

Os trabalhadores que experimentam esse síndrome sentem-se cronicamente exaustos física e mentalmente e não conseguem recuperar a energia perdida com um simples descanso extenso, pois estamos falando de uma condição médica que precisa de um tratamento profissional e adequado para sua recuperação.

O psicólogo alemão Herbert Freudenberger publicou em 1980 um livro chamado Burn Out: The High Cost of High Achievement. What it is and how to survive it, em que revelou as causas e consequências desse fenômeno de desgaste do trabalho que ele chamou de síndrome de esgotamento laboral ou fadiga de trabalho crônico mais conhecido como Burnout, assim chamado porque significa que a pessoa está exausta, ou “queimada”.

Freudemberg conta em seu livro que ele decidiu estudar o assunto em profundidade depois de observar que a maioria das pessoas, depois de completar um ano em seu trabalho, começava a sofrer uma contínua perda de energia e interesse no desenvolvimento de seus trabalhos devido a um esgotamento físico e mental, uma forte depressão e uma enorme desmotivação para fazer seu trabalho.

A situação se torna finalmente insuportável e leva a uma deterioração e fadiga excessiva e progressiva, juntamente com uma drástica redução de energia, muitas vezes acompanhada por uma perda de motivação no trabalho e que ao longo do tempo afeta as atitudes, os costumes e o comportamento dos indivíduo em seu local de trabalho e com sua família”. Herbert Freudemberg.

Síntomas de Burnout

Os trabalhadores que sofrem de síndrome de Burnout começam a sentir uma fadiga mental e física crônica que leva ao distanciamento de seus colegas, a um estado de sonolência permanente, a  distração e falta de concentração notáveis e à perda gradual de interesse em suas funções profissionais e até mesmo para seus assuntos pessoais e familiares, o que afeta diretamente sua produtividade e a organização para a qual ele trabalha. As consequências médicas incluem perda severa de defesas, baixos níveis de pressão arterial e sintomas depressivos graves e altamente perigosos.

Quais são as causas e o que fazer?

O excesso de trabalho e os horários de trabalho prolongados são as principais causas de Burnout nas organizações, o estresse que a sobrecarga de trabalho produz nos trabalhadores faz com que passem muito mais tempo do que o indicado nos escritórios e isolados de seus próprios colegas de trabalho e até mesmo de seus parentes para atingir seus objetivos de trabalho, a negação da situação pela pessoa que sofre disso acaba se tornando um círculo vicioso incontrolável que, por sua vez, confirma a existência do síndrome.

Os responsáveis ​​pelo departamento de recursos humanos devem estar muito atentos a qualquer sinal apresentado por qualquer dos colaboradores da empresa e que possa indiciar a presença do síndrome de Burnout, pois se o diagnóstico e tratamento forem tardios as consequências para a saúde e o equilíbrio emocional das pessoas podem ser irreparáveis, além da consequente perda de produtividade laboral que implica para a organização.