Recursos Humanos

Como impulsionar a inovação através do design thinking?

As empresas estão enfrentando as cada vez mais complexas dinâmicas comerciais, culturais e sociais na economia digital. Face a este panorama, a inovação se converteu na principal força impulsionadora de empresas como Amazon, Google e Facebook. No entanto, como podemos impulsionar a inovação de maneira efetiva em nossas empresas?

A mudança é inevitável. Deve transformar as estruturas e processos organizacionais para dar passo a novas formas de gerenciamento de onde a inovação seja um componente que permita alcançar os resultados esperados. As empresas não podem seguir dependendo apenas do planejamento estratégico que buscam otimizar os processos mediante a redução de variáveis.

Ainda que não possa ensinar alguém a ser inovador, existe uma metodologia que facilita a geração de novas soluções e paradigmas face aos novos desafios empresariais. Se trata de design thinking, um mecanismo que promove a resolução de problemas aplicando o pensamento do desenho para criar novos produtos e experiências de negócio que transcendem o funcional.

Por essa razão, vamos explicar algumas chaves do design thinking, explicadas pelo CEO da Idea Couture, Idris Mootee, em seu livro ‘Design thinking para a inovação estratégia‘:

  • Centrar-se no usuário

No mundo empresarial, os problemas são o ponto de partida. Ou seja, se algo funciona, não devemos fazer nenhum esforço para o melhorar. No entanto, isto não é nenhum indicador da satisfação dos clientes. Face a isto, o design thinking coloca o cliente no centro de tudo, pelo que a compreensão de suas necessidades e expectativas insatisfeitas é imprescindível para propôr novas ideias.

  • Criar processos mais flexíveis

Muitas vezes uma ideia inovadora fica no esquecimento devido ao complexo ambiente burocrático da empresa. O design thinking promove um foco de “atuar para aprender”, no qual a organização deve mostrar mais abertura frente a novas propostas realizadas pelos colaboradores, procurando que a experimentação e a criatividade se convertem em um componente fundamental da cultura organizacional.

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  • Não recrute valor, crie valor

Segundo Moore, mais de 80% dos sistemas e técnicas de gestão se enfocam em capturar valor e não o criar. Instrumentos como o Planejamento dos Recursos Empresariais (ERP), Six Sigma ou Lean Startup são úteis para fazer com que um negócio se mantenha em funcionamento. No entanto, o design thinking busca que cada processo crie valor através do desenho de soluções disruptivas e atrativas.

  • Desenho de experiências

Sabe como se relacionam os clientes com seu produto ou serviço? O desenho de experiências é um conjunto estabelecido de práticas de design thinking que, vão desde a descoberta do produto até à interação com o mesmo. Permitindo analisar como se relacionam as pessoas com o produto, serviço ou marca para descobrir como cativá-los através de uma experiência diferente.

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  • Criar equipes multidisciplinares

A base da inovação é a diversidade. Quando uma organização conta com membros de diversas áreas pode impulsionar a geração de ideias disruptivas que ajudam os funcionários a sair de suas posições convencionais e erradicar os esquemas de pensamento próprios de sua zona de conforto para os confrontar com ideias de outra natureza para resolver problemas de forma criativa.

Com cada uma dessas chaves dará a sua organização uma vantagem competitiva frente aos outros. No entanto, este mecanismo não deve funcionar em harmonia com outros processos que tenham lugar dentro da empresa. Pois como afirma Moote: “O design thinking é a busca de um equilíbrio entre os negócios e a arte, a estrutura e o caos, a intuição e a lógica, o conceito e a execução, o espírito lúdico e a formalidade, e o controle e a liberdade”.

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