Recursos Humanos

Os millennials chegaram para ficar

Nós ouvimos falar sobre eles, eles estão em todos os lugares, eles nos rodeiam, é a geração de pessoas nascidas entre 1984 e 2004: eles são chamados millennials. Eles se identificam muito pouco com a forma como os baby boomers, a geração dos nascidos entre 1946 e 1964, decidiram rotulá-los.

Em 2013, a influente revista norte-americana Time decidiu colocar os millennials em sua capa e descrevê-los como a geração de eu, eu, eu (“The Me, Me, Me Generation“). A publicação descreve-os como preguiçosos, egocentricos e narcisistas que ainda vivem com seus pais. No entanto, afirmam que nem tudo está perdido e continuam a explicar as razões pelas quais os millennials serão a salvação da geração anterior.

Aparentemente, suas habilidades com redes sociais e tecnologia serão tanto seu futuro quanto sua perdição. Precisamente, sua valiosa habilidade em lidar com novas tecnologias e seu interesse em criar e se adaptar às novas tendências é o que mais atrai a atenção dos empregadores. No entanto, muitos gerentes de recursos humanos e recrutadores os classificam como trabalhadores precários.

Porquê? Aparentemente, seu apego às redes sociais os torna egomaníacos em busca de aprovação da maioria. Isso também significa que eles sabem como tirar proveito deles e que sabem o que é ou não apropriado publicar para projetar a melhor imagem. Quem diz que não podem fazer o mesmo por uma marca de roupas ou mesmo por um escritório de advocacia?

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Para a geração anterior, aquela que teve que fazer um esforço, mesmo a nível físico, para obter seu emprego atual, os millennials querem ter tudo facilmente e sempre buscam o caminho mais rápido. Talvez isso não seja necessariamente uma coisa negativa. O fato de usar a tecnologia a seu favor para conseguir uma rapidez que não existia antes e obter melhores resultados é definitivamente o seu ponto forte.

Chegou o tempo de os líderes das organizações se abrirem um pouco mais às ideias dos millennials para se adaptarem melhor à atualidade. Caleb Melby, colunista da revista Forbes, não poderia ter dito melhor: “Em vez de ficar preso ao tema da nossa juventude e de se questionarem como podemos ser mais compatíveis com as responsabilidades que as empresas exigem de nós, peço que sejam abertos a propostas inovadoras no trabalho. Integrem-nos corretamente e nós, os millennials, poremos suas empresas a dançar”.

Esta nova geração não pode apenas influenciar uma empresa no aspeto tecnolôgico e nas dinâmicas de trabalho, os millennials também são capazes de contribuir com sua visão para otimizar a parte estética do ambiente laboral. Os millennials transformaram a composição dos espaços de trabalho nos últimos anos e o converteram em um ambiente aberto e adequado para melhorar a comunicação entre os colaboradores e criar um clima laboral mais amigável.

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A criação ou adequação de áreas para socializar como a cozinha, o refeitório ou uma sala de descanso são projetos ideais para manter seus colaboradores satisfeitos, unidos e comprometidos com seu trabalho, o que permitirá aumentar notavelmente sua produtividade e permitirá alcançar seus objetivos individuais e contribuir para o cumprimento dos globais.

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Segundo um estudo realizado pela consultora Universum Global, no ano 2020 os millennials serão 50% dos trabalhadores ativos, enquanto que em 20225 representarão 75% do total da população ativa mundial. Assim, as empresas devem começar já a desenhar suas estratégias de retenção, atração e motivação dos millennials, somente contando com eles poderá aumentar sua produtividade e manter a competitividade no mercado

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