Recursos Humanos

Qual será o papel da área de Recursos Humanos no futuro?

Imaginar como será o futuro não é um exercício fácil. Ainda menos em uma época em que os avanços tecnológicos e científicos estavam na ordem do dia. Neste cenário em mudança, como irá mudar a área de Recursos Humanos e qual será seu papel nas empresas do futuro? De seguida, vamos tentar responder a esta pergunta.

O papel da área de RH mudou de uma forma drástica nos últimos anos. Passou de ser um departamento cuja importância era secundária para passar a ser um sócio estratégico capaz de exponeciar os resultados do negócio. No entanto, ainda são vários os desafios que deverá enfrentar: mudanças na equipe de trabalho, transformação digital e mobilidade laboral, para nomear alguns dos desafios.

Segundo um estudo publicado pela prestigiosa empresa de serviços Pricewaterhouse Coopers (PwC), no futuro existirão três mundos possíveis para a área de gestão humana. Vejamos:

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  • Mundo azul: RH é o eixo da organização

Neste cenário, as empresas globais se convertem nos únicos protagonistas do mercado laboral. Satisfazem todas as preferências e necessidades dos consumidores. Sua influência será tão grande que oferecem benefícios como casa, saúde e educação para fidelizar os funcionários mais criativos e competitivos.

Aqui, a tarefa de RH será a de reter os melhores e garantir a continuidade de uma cultura corporativa orientada aos resultados. Para além disso, terá que levar a cabo rigoroso processo de contratação, gerenciamento de desempenho e cumprimento de metas para assegurar altos níveis de produtividade.

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  • Mundo verde: RH se encarrega pela responsabilidade social

Neste mundo, as empresas adquirem um forte sentimento de responsabilidade pelo meio ambiente face à complexa situação que o planeta atravessa. As organizações são obrigadas a mudar seus processos para mitigar o impacto no meio ambiente. O clima e a sustentabilidade se convertem em eixos chave para a área de gestão humana.

Aqui RH se converte no responsável pela agenda de responsabilidade social corporativa. Seus processos de recrutamento e seleção começam a funcionar na base da consciência ambiental dos possíveis candidatos e sua alienação com as preocupações da empresa. Para além disso, se encarregará de adequar os objetivos para que concordem com uma visão totalmente ecológica.

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  • Mundo laranja: RH se encarrega da gestão da transição

As empresas globais são fragmentadas e começam a prevalecer as startups. Os trabalhadores são separados por categorias e recebem uma compensação segundo o seu nível de conhecimentos e competências. Neste mundo, os contratos de trabalho serão mais flexíveis para se adaptar ao movimento de pessoal e ao elevado índice de rotatividade.

Aqui, a área de RH se encarregará de estabelecer um plano estratégico de acordo com as necessidades da empresa e do talento humano disponível. Pelo que deverá gerir grandes quantidades de pessoal. RH se converte em um gestor da transição que se responsabiliza por contratar o pessoal e não de o fidelizar nem reter.

É irresponsável dizer que apenas alguns dos três cenários prevalecerá no futuro. No entanto, o exercício de planejamento feito pela PwC revelou que o individualismo, o coletivismo, a integração corporativa e a fragmentação empresarial são os fatores mais significativos que afetariam as empresas no futuro.

A única certeza é que RH passará por grandes mudanças: poderá ganhar um papel ainda mais estratégico ou, pelo contrário, voltará às tarefas mais básicas e operacionais. Em qualquer dos casos, os profissionais de gestão humana devem começar a se adaptar ao contexto digital para satisfazer as novas necessidades das empresas, as exigências do talento humano e as tendências do mercado.

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