Recursos Humanos

O Talento Humano é a chave para o crescimento no século XXI

De acordo com o Human Capital Index 2015, publicado anualmente pelo World Economic Forum e pela consultoria global de recursos humanos Mercer, o talento humano será o fator mais importante para alcançar o crescimento, a competitividade e a inovação no século XXI.

O Índice de Capital Humano quantifica investimentos e níveis de desenvolvimento e implantação de capital humano em 124 países. O estudo mede 46 indicadores e é dividido em cinco grupos etários, dos menores de 15 anos, onde a qualidade da educação é enfatizada, para aqueles com mais de 65 anos, onde oportunidades de emprego contínuo e saúde são os mais importantes. .

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A metodologia do Índice concentra-se em medir o nível de educação, qualificações e emprego em cada país. Seu objetivo é determinar se os países estão realmente aproveitando o potencial de seu talento humano.

O valor de cada um dos 46 indicadores vem de dados públicos recolhidos por organizações internacionais como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A conclusão mais importante do relatório é que o talento humano de uma nação é a parte mais importante da cadeia produtiva para fazer crescer a sociedade e seus setores da economia. Para desenvolver esse talento, você precisa de uma força de trabalho educada e saudável, com oportunidades para melhorar a cada dia.

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Para fazer qualquer uma das mudanças necessárias para desbloquear o talento latente no mundo, devemos olhar além dos ciclos de campanha e dos relatórios trimestrais. Diálogo, colaboração e parcerias entre todos os setores são cruciais para a adaptação de instituições educacionais, governos e empresas”, diz Klaus Schwab, fundador e CEO do Fórum Econômico Mundial.

Em todo o mundo, a Finlândia lidera o ranking com 86%. Noruega, Suíça, Canadá e Japão completam o top 5. Apenas estes e outros 9 países ultrapassaram 80% na classificação. Entre as economias avançadas, a França ocupa a 14ª posição, enquanto os Estados Unidos estão na 17ª, com pouco menos de 80%. O Reino Unido surge na posição 19 e a Alemanha na 22.

No caso da América Latina e Caribe, o Chile ocupa a 45ª posição, com 71,8%, seguido pelo Uruguai na 47ª com 71,7%. A Argentina é a próxima em 48º com 71%, o Panamá na posição 49 com 71%, a Costa Rica na 53 com 69,7%, o México em 58º com 68,5%, o Peru em 61º com 68,1%, Colômbia em 62º com 67,6%, Trinidad e Tobago na posição 67 com 67,1% e El Salvador na 70ª posição com uma pontuação de 66,8%.

Em geral, a diferença entre os países com as melhores e piores pontuações na região da América Latina e a região do Caribe é menor do que em outras regiões. Embora o emprego altamente qualificado esteja na faixa de 20% da equipe de trabalho na região, em vários países, como Uruguai e Brasil, as empresas percebem dificuldades em encontrar funcionários qualificados, indica o relatório do Fórum Econômico Mundial.

Nosso objetivo é ajudar os líderes empresariais, os responsáveis políticos, a sociedade civil e o público em geral na tomada de decisões informadas, com base nos dados necessários para liberar o potencial humano. O índice mostra que todos os países – ricos e pobres – ainda precisam otimizar seu capital humano, e pede um novo modelo de crescimento voltado para as pessoas”, diz Saadia Zahidi, diretora da Iniciativa de Emprego, Qualificações e Capital Humano e coautora do relatório.

Entre o grupo de países do BRICS, a Rússia ocupa o 26º lugar com uma pontuação de 77,54%, seguida pela China com 67,47%. O Brasil ocupa a 78ª posição, com 64,6%, seguido pela África do Sul, na 92ª e a Índia, que ocupa a 100ª posição.

O Índice de Capital Humano é uma ferramenta fundamental para os empregadores globais. Ele permite que se identifiquem os problemas mais prementes que influenciam a idoneidade e a disponibilidade de talentos no mundo atual e identifiquem os problemas que podem afetar o sucesso dos negócios no futuro; informações inestimáveis para orientar a alocação de desenvolvimento de mão-de-obra e investimentos”, explica Julio A. Portalatin, presidente e CEO da Mercer.

Pode consultar o relatório completo aqui.

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