Tecnologia

Big Data, o valor da informação

O termo Big Data começou a sair dos servidores dos departamentos de computação e tecnologias da informação das organizações para ocupar um espaço importante nas redes sociais, blogs, livros, portais da imprensa e em particular nos estudos, congressos e apresentações sobre armazenamento, processamento e análise de dados. Mas, de que falamos quando nos referimos a Big Data?

Vamos explicar, em termos simples, Big Data se refere literalmente a grandes ou pequenos, mas sempre complexos, volumes de dados que se geram e atualizam por parte de múltiplas fontes, quer sejam pessoas, máquinas, empresas ou inclusivamente cidades, em tempo real em todo o mundo.

As câmaras de segurança, os dispositivos de geo-referência, os servidores de e-mail, as transações bancárias virtuais, os medidores de precipitações de chuva e temperatura, as estatísticas de um vírus em uma cidade ou a frenética atividade em redes sociais são exemplos disto e todos produzem uma descomunal quantidade de dados que se multiplicam e aumentam sem pausa.

Mas Big Data se refere não apenas à quantidade de dados, mas à velocidade, variedade, complexidade e conectividade que existe entre os mesmos e que mediante um adequado processamento permitem obter a informação mais precisa possível sobre uma pessoa ou coisa independentemente de sua localização espacial ou temporal. Por esta razão, Big Data implica o desenvolvimento, consolidação e execução da captura, armazenamento, processamento, análise e gestão destes volumes de dados eficazmente.

As técnicas e procedimentos tradicionais que anteriormente se usavam para a gestão de dados já não têm capacidade de o fazer na era digital em que hoje vivemos, onde a interação e a comunicação constante em todo o tipo de plataformas virtuais e reais geram uma quantidade exorbitante de dados que vêm de todo o tipo de atividades, disciplinas e lugares. Big Data emerge como uma parte da ciência de tratamento de dados que implica muitas especialidades, entre elas, a tecnologia informática, a engenharia e as matemáticas, que se unem para poder processar este tipo de dados.

De acordo com um estudo realizado por Cisco Systems, de 2015 para 2016 a quantidade de tráfico de dados móveis crescerá a uma taxa anual de 78%, o número de dispositivos móveis conectados à Internet será maior do que o número de habitantes no planeta. As Nações Unidas prevêm que a população mundial será de 7.5 bilhões em 2016, portanto fará uns 18.9 bilhões de dispositivos conectados à rede a nível mundial, e isto nos indicaría que o tráfico global de dados móveis alcance a monstruosa cifra de 10.8 Exabytes mensais ou 130 Exabytes anuais, isto é o equivalente a 33 bilhões de DVDs ou 813 quatriliões de mensagens de texto por ano.

Como podemos ver, quando falamos de dados, falamos de informação vital que ao a interpretar corretamente permite desenvolver mais rápida e efetivamente em diversas disciplinas como, por exemplo, a investigação farmaceutica, científica e médica, a sociologia, o marketing, a meteorologia e a física.

De seguida, apresentamos as categorias de dados que estão presentes em Big Data segundo a IBM:

1.- Web and Social Media: Inclui conteúdo do tráfico web e informação que é obtida nas redes sociais como Facebook, Twitter, LinkedIn, blogs, etc.

2.- Machine-to-Machine (M2M): M2M se refere às tecnologias que permitem se conectar a outros dispositivos. M2M utiliza dispositivos como sensores ou medidores que capturam algum evento em particular (velocidade, temperatura, pressão, variáveis meteorológicas, variáveis químicas como a salinidade, etc.) o que transmitem através de redes com fio, sem fio ou híbrido para outras aplicações que traduzem esses eventos em informações significativas.

3.- Big Transaction Data: Inclui registros de faturação, formulários de vendas, pagamentos e transações eletrônicas. Em telecomunicações inclui registros detalhados das chamadas, mensagens, uso de dados móveis,etc.

4.- Biometrics: Informação biométrica na qual se incluem impressões digitais, scan à retina, reconhecimento facial, genética, etc. Na área de segurança e inteligência, dados biométricos têm sido informações importantes para agências de pesquisa.

5.- Human Generated: As pessoas geramos diversas quantidades de dados como a informação que guarda um call center ao estabelecer uma chamada telefônica, notas de voz, e-mails, documentos electrônicos, estudos médicos, etc.

Para concluir, devemos entender que o objetivo de Big Data é concretamente poder visualizar padrões de comportamento e antecipar as tendências sociais, econômicas, políticas e culturais de uma sociedade. É, se quiser, uma janela para o futuro gerada a partir dos dados recolhidos por qualquer tipo de atividade humana ou artificial no presente, é claro que os recursos humanos não escapam a isso, mas disso falaremos amanhã.

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